25 de novembro de 2008

Açucarada...



Para quem gosta de Marisa Monte é um prato cheio ouvir a açucarada “Não é proibido”. É um misto de infância e verdadeira rapsódia musical de gostosuras. Acho que todos concordam que, infância é jujuba, bala juquinha, pipoca, brigadeiro, algodão doce, pirulito...





Em “Não é proibido” fica nítido a musicalidade silábica de Marisa, a energia positiva, sua construção e ímpeto de fazer do cotidiano arte. Achar arte no habitual, na banalidade dos dias correntes não é grande facilitador para edificar obras primas. E é justamente no fácil que vejo a Marisa encontrar o requinte.

Hoje não é dia de são Cosme e Damião, muito menos das crianças, mas porque não voltar ao tempo e comer docinhos sem culpa? Sem proibição e ditadura de magreza?

Hoje eu comi cocadinha... Ai ai ai! Posso ter até conquistado umas gramas a mais, mas certamente ganhei também uns aninhos a mais de vida, tamanho o prazer.


Pois então faça o que eu digo porque eu também faço o que eu falo! Risos... Nossa ficou até rimado...

No candomblé e culturas afros, a cocada branca é denominada "Sto Antônio", e assim solicitada nas bancas espalhadas pelas calçadas de Salvador .


Não é Proibido
Marisa Monte

Jujuba, bananada, pipoca,
Cocada, queijadinha, sorvete,
Chiclete, sundae de chocolate,
Paçoca, mariola, quindim,
Frumelo, doce de abóbora com coco,
Bala juquinha, algodão doce e manjar.
Venha pra cá, venha comigo!
A hora é pra já, não é proibido.
Vou te contar: tá divertido,
Pode chegar!

Vai ser nesse fim de semana

Manda um e-mail para a Joana vir
Não precisa bancar o bacana
Fala para o Peixoto chegar aí!

Traz todo mundo, 'tá liberado, é só chegar.
Traz toda a gente, 'tá convidado, é pra dançar,
Toda tristeza deixa lá fora; chega pra cá!


Cocadinha cremosa



Ingredientes:

1 lata leite condensado
1 xícara de chá de leite
1 xícara de chá de açúcar
200 g de coco fresco ralado em flocos grandes
Pitadinha de sal e pimenta do reino

Modo de preparo:

Levar tudo ao fogo e mexer até soltar do fundo da panela.
Tirar a cocada do fogo e colocar em uma travessa untada com manteiga (com o auxílio de duas colheres para fazer o formato de cocada).

Se você gostar da cocada moreninha, basta fazer uma caldinha com o açúcar antes de colocar todos os outros ingredientes restantes.

Se você quiser incrementar pode colocar suco de maracujá junto da preparação. Ou mudar a pimenta do reino por outra especiaria de sua preferência.

24 de novembro de 2008

Cogumelos Atômicos.

Estava eu, em minhas andanças poéticas, quando deparei - me com esta incrível analogia entre uma bomba e um cogumelo... Subitamente você conseguiria imaginar do que se trata?


Bem, sei que sua resposta não foi Hiroshima... Agora me soa entre os lábios um diminuto sorriso; porque justamente nesse exato momento, você, certamente deve estar pensando:

“Claro! Não pensei nisso antes, todavia consigo ver... A figura se forma na mente. Posso tocar com as pontas dos dedos tamanha monstruosidade em forma de cogumelo...”.

Longe do meu objetivo falar sim, não, ou talvez de bombas, guerras, acertos e erros militares. Mas ao ler esta poesia, me sobressaltam aos olhos a analogia propriamente dita!

Já se faz certo tempo em que eu andava um tanto quanto cabreira e inquieta por observar em mim uma visão sempre correlacionada entre o mundo real (físico), com meu emblemático mundo da gastronomia.

Fiquei por vezes amedrontada em me auto bitolar... Risos, mas vejo que isso não condiz com a minha pessoa. Prova viva disso é um blog onde posso falar livremente sobre infindáveis assuntos, posto que, aqui não há regras, ditos ou modismos.

Esse é o ponto que me encoraja dizer - aqui tudo é ARTE!!! Tudo faz sentido, com todas as letras e total veemência. Aqui, tudo é tudo. O suficiente bastante para vocês e eu, desfrutarmos de beleza até em cogumelos.

Esse definitivamente não é um blog onde vocês obterão apenas receitas prontas, e sim, o incentivo em criar de forma harmônica e instrutiva seus próprios pratos.

Após este texto fico mais tranqüila, até porque começo a perceber que isso não é algo de propriedade minha exclusiva... As pessoas falam muito em gastronomia, não só porque vivem ou trabalham com isso, mas porque envolve prazer, saciedade, vida... Envolve sobre tudo química, mistério e transformação. E me diga qual o ser que não está sempre em plena transformação?

Eis a poesia de Agenor Martinho Correa (Aquidauana, MS).
Extraída do Livro Para onde caminha a humanidade... Associação de Novos Escritores de Mato Grosso do Sul, Campo Grande-MS, 123 p., 1997.









COGUMELO ATÔMICO

"E se fez nas alturas camada espessa

De nuvem densa que o céu encobriu,
Desenhando na sua beleza de azul anil
Uma figura ameaçadora... Gigantesca!


Cogumelo atômico que brotou do chão,
Dos ovos que vomitou o pássaro de aço,
Que com rapidez se elevou ao espaço
Espalhando sobre a terra a desolação.


E todas as lágrimas, todos os gemidos,
Todas as vozes que clamaram ao "Eterno”,
Fundiram-se no caldeirão do inferno
Em massa informe de corpos derretidos.


E a tragédia desencadeada na insanidade,
Até hoje castiga impiedosa a Humanidade
Na contaminação com a radioativa neblina.

E eu, nas preces que a minha alma refaz,
Peço sempre a Deus por um mundo de paz.
Nunca mais Nagasaki! Nunca mais Hiroshima!"


Os fungos se alimentam de matéria morta ou parasitam outros seres vivos. Causam desconforto ou a morte do seu hospedeiro. Tem um ciclo de crescimento e evolução fascinantes passando por diversas etapas, e ao final espalha os seus esporos e eventualmente morre.

Bétula morta coberta por fungos!














Os fungos são tóxicos e podem causar alucinações.

Outrora era usado para rituais espirituais por tribos Norte Americanas e também por povos europeus.


A medicina relata casos de pessoas após tomar chá de cogumelos alucinadas por até 8h ou mais, dependendo da quantidade ingerida.



Falando agora dos cogumelos politicamente corretos! Risos... Temos bons e saborosos exemplos.


Possuem quase 90% de água. Dos 10% que restam, há uma quantidade muito boa de fibras, carboidratos e, principalmente, de proteína. E tem um baixo teor de lipídio.


Mas a melhor descoberta foi o alto teor de ácido fólico, uma vitamina do complexo B, presente nos cogumelos nacionais. Todos nós precisamos dessa vitamina para viver. Ela aparece em alimentos como o espinafre e a carne, por exemplo.

O que surpreendeu os pesquisadores é que a concentração de ácido fólico no cogumelo é muito expressiva: varia de 400 a 1,4 mil microgramas por cada cem gramas.


Isso é mais ou menos o dobro, o triplo de um fígado, por exemplo.

Além de prevenir doenças cardiovasculares e Mal de Alzheimer, o ácido fólico é fundamental para as mulheres, nas primeiras semanas de gravidez.
A vitamina evita a má formação do tubo neural, que dá origem à medula e ao cérebro dos bebês.


Um dado curioso, também para mim, foi descobrir um tipo de fungo que possue poderes de alta combustão (Daldinia Concentrica), após ser devidamente seco é usado para acender fogueiras.
Sem falar no aroma do mesmo, que também serve de incenso!

Daldinia concentrica




São Paulo é o maior produtor de cogumelos do Brasil.
Mas a produção ainda é pequena, por isso o preço é caro.
Além disso, o cultivo de cogumelos exige muitos cuidados.
É preciso construir estufas com controle de luz, temperatura e umidade e cada tipo de cogumelo requer uma estufa diferente.

O cogumelo é consumido há milhares de anos.
No antigo Egito, apenas o faraó e os membros da realeza tinham o privilégio de provar a iguaria.
Esse amor da nobreza pelos cogumelos talvez explique o grande número de mortes neste nível social atribuídas aos cogumelos venenosos: os imperadores romanos Tibério e Cláudio, Alexandre I da Rússia, papa Clemente VII, Carlos V da França, Sidarta Gautama (o Buda).

Falemos dos encontrados facilmente em supermercados.

Cogumelo Paris:

Cogumelo Portobello:


Cogumelo Shimeji:

Rico em vitaminas B-12. (Pleurotus ostreatus). A diferença da coloração se deve ao método de cultivo e variação genética. Esta diferenciação produz resultados culinários diferentes.
Cogumelo Shiitake:

(Lentinula edodes) A palavra "shiitake" tem origem no japonês
shii (uma árvore parecida com carvalho) e take (cogumelo). A primeira referência histórica do consumo de shiitake data de199 AD. No Brasil começou ser cultivado no início da década de 90.
Na natureza, o shiitake pode ser encontrado em florestas asiáticas, onde se desenvolve em árvores mortas. É um fungo aeróbio, decompositor de madeira
, que degrada celulose e lignina para obter energia.

Cogumelo Funghi Porcini:

Agora, tente advinhar o que eu jantei? Bingo... !!!


Rigatoni ao mix de cogumelos!



Ingredientes:

Mix 60g de cada (paris, shitake e funghi)
200g de Rigatoni
500ml de creme de leite fresco
1 colher de mostarda (comum, amarela)
1 colher de mostarda escura
2 colheres de mostarda dijon
2 colheres rasas de açúcar
Sal e pimenta do reino

Modo de preparo:
Cozinhar a massa al dente e dispor o molho por cima, servir imediatamente.

Molho: colocar todos os ingredientes na panela e deixar em fogo médio por 8 minutos, está pronto! Corrija o açúcar ao seu gosto, assim como o sal e a pimenta. Boa Sorte!!!



22 de novembro de 2008

Sábado de Pipocas!



Para mim, é difícil nos dias de hoje escolher um lançamento de filme e assistir.
Sou mais romântica nos olhos, e acabo preferindo sempre locar os “velhinhos”... (risos).


Divagar nas preciosidades antigas, no lirismo e na visão do passado me transporta a agradáveis horas. Viajo! E gosto desse retorno mental cujos filmes antigos proporcionam...

Adoro tudo que é clássico e cult. Consigo ver poesia até mesmo nos filmes em preto e branco de guerras e faroeste. Você já parou para reparar no brilho, nas texturas e nas sombras dos filmes em preto e branco?

Hoje aluguei alguns dvds.
Quando já estava de saída, descendo as escadas da locadora deparei-me com um cartaz com o seguinte título: “Maus hábitos”. A priore pensei que fosse alguma releitura de Almodóvar, afinal, “Maus hábitos”, foi feito por ele em 1983.

Mas logo percebi que nada tinha de Almodóvar e na figura abaixo do título havia apenas um par de talheres. Nossa que intrigante! Pensei.

Os olhos agora aguçados pela lâmina da curiosidade se desprenderam de mim e foram ao encontro de mais informações... Diretor Simón Bross*, e acima um breve subtítulo:

“Uma pessoa só pára de comer quando
está muito cheia... Ou muito vazia”.

Decididamente essa sentença me fez dar meia volta e locar o filme sem pestanejar.
Precisei de uns bons 20 minutos para digerir essas 13 palavras...






Enfim, assisti ao filme.
Sei que não sou nenhuma Isabela Boscov, mas consegui sentir na religiosidade, nos líquidos e na doçura terna das cenas um impressionante estado de entusiasmo arrebatador.


Diria que o filme é assombroso! Não fala só de comida, e sim do ato de comer, aborda como as pessoas lidam com isso.
Não me estenderei mais porque além de não ser crítica de cinema, não quero retirar o encanto de vocês em vê-lo.
Mas a dica de hoje é essa!

E para acompanhar nada mais piegas, todavia, clássico... Pipoca*!!!


* Pipoca:
(grão de milho rebentado ao calor do fogo).
O milho cultivado para a produção de pipoca é de uma variedade especial, com espigas menores que as do milho tradicional.







Quando os grãos de milho são aquecidos de maneira rápida, a umidade interna é convertida em vapor.

Num determinado ponto, a pressão estoura a casca externa, transformando o grão de milho em pipoca propriamente dita.



Nas regiões de falar germânico do sul do Brasil surgiu, e se disseminou, o termo teuto-brasileiro Puffmilhe (puff = estoura ou estourado + milhe = milho).

Em outros países onde a pipoca não é muito popular, o nome é dado em inglês, popcorn, como por exemplo na Alemanha, onde poucas pessoas conhecem o alimento e que é comercializado apenas em pequenas escalas nos cinemas.

O grão de milho que não rebenta ao ser feita a pipoca é chamado de piruá, ou mururu.

A pipoca é um prato extremamente gorduroso. Cada 100 gramas de pipoca estourada possuem cerca de 13 gramas de gordura saturada, além de incríveis 792 calorias.


Rubem Alves, mineiro de Boa Esperança, fala que a pipoca é a metáfora do ato de pensar... Inesperada e imprevisível.

Abaixo segue o trecho de Rubem Alves escrito para o “Correio Popular” São Paulo.

... “A pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. Poético porque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das pipocas dentro de uma panela. Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem.

Lembrei-me, então, da lição que aprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa do Candomblé baiano: que a pipoca é a comida sagrada do Candomblé...

A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido.

Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos.

Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado.

Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!

E o que é que isso tem a ver com o Candomblé? É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos.Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.”





Rubem Alves.

Tem gente que não só come como veste pipoca!

Produzido por Melisa Lozano para o International Flamenco Fashion Show (Sevilha- Espanha).

O que combina mais com pipoca, sem ser guaraná?
Ah! Chocolate, queijo ralado, pimenta, sucrilhos, raspa de limão, leite condensado, chantilly, doce de leite, paçoca, caramelo, caldinha de açúcar, manteiga com ervas...
Nossa são tantas coberturas que me ascendem o paladar que eu poderia ficar horas a escrever e salivar.

Segue uma combinação inédita:

Pipoca com ganache de chocolate meio amargo e farofa de amendoim.

Ingredientes para ganache:

500g chocolate meio amargo (em barra)
500 ml de creme de leite fresco
20g de manteiga derretida

Modo de preparo:

Para a ganache, Cortar o chocolate em pequenos cubos e derreter em banho Maria (60 graus). Acrescer o creme de leite morninho e a manteiga. Misturar até ficar homogêneo.

Fazer a pipoca normalmente e sem sal, dispor por cima a ganache e em seguida salpicar a farofa de amendoim.
Farofa de amendoim: Esmigalhar com as pontas dos dedos a paçoca.



*
Simón Bross:
Diretor da Garcia Bross & Associados e um dos mais reconhecidos e premiados diretores da cena publicitária do México e da América Latina. Co-produziu dois longas, "¿Quién Diablos es Juliette?" (1997), de Carlos Marcovich, e "Segundo Siglo" (1999), de Jorge Bolado.Produziu mais de 20 curtas. "Maus Hábitos", seu primeiro longa, foi premiado como melhor filme mexicano no festival de Guadalajara, prêmio do júri no festival CineVegas e também Zênite de Prata para Primeiro Longa de Ficção.


Referências:
Dicionário Aurélio.
Wikipédia
www.rubemalves.com.br



21 de novembro de 2008

Café da manhã.



Hoje acordei e inaugurei meu dia com Nelson Rodrigues, o anjo pornográfico!
Em minhas andanças Rodriguianas, li uma linda carta que ele escreveu para Elza, sua esposa. Nessa época Elza ainda era noiva e Nelson estava internado num sanatório em Campos de Jordão a fim de cuidar de sua saúde.
Eis um trecho da carta:
“Se eu pudesse, se os deuses permitissem teria assistido hoje ao teu despertar. E, então, teria feito uma festa de luz, de cor, de aroma. Eu transportaria para tua alcova toda a vibração musical da aurora, todo o estremecimento solar. E teria enfeitado os teus cabelos com o mais lúcido e macio dos raios de luz; e teria espargido sobre os teus ombros o perfume mais suave da manhã; e teria prendido no teu riso a pétala mais diáfana. E, quando te levantasses, eu faria com que pisasses rosas frescas e voluptuosas; e assim teus pés teriam como que sandálias de perfume…”

Diante dessa grandiosidade sentimental, quase pude tocar Elza, embriagada de perfume da manhã e resplandecência solar. Imaginei Nelson levando jornal e café da manhã na cama para amada. O amor tem desses mimos matinais... (risos).
Parei alguns minutos, olhei pela janela...
Imediatamente meu subconsciente remete-me ao som de Roberto Carlos em " Café da manhã* ".
Pensei em minha mãe, e como eu queria que ela estivesse por perto para tomarmos o desjejum juntas.


Foto tirada de um dos melhores cafés da manhã de hotel que tive, no Villa Europa Spa do vinho.

Mas o que bem seria esse tal de desjejum? Da onde vem essa palavrinha complicada?
Desjejum vem do latim, disjejunare (quebra do jejum), ou seja, representa a quebra do jejum involuntário mantido durante o sono. Em Angola e Moçambique é mata-bicho. Na França o déjeuner tanto pode ser café da manhã como também almoço.
Em castelhano iniciar o dia com uma pequena refeição é desayuno, da mesma maneira, a expressão inglesa breakfast retém o significado original do latim (break, "quebrar" e fast, "jejum").
Em algumas línguas nórdicas, o desjejum é designado como "comida da manhã", morgunmatur em Islandês e morgenmad em Dinamarquês.


Raffinée, croissant com manteiga e geléia de damasco.

Acho muito importante o ato de tomar café da manhã. Não tem como transcorrer de forma negativa o dia depois de revistas, pães, geléias, leite com café quentinho, manteiga e uma boa companhia.
Dedico este post à Glória Salgado, minha linda flor em forma de mãe. Aquela que me ensinou a ler Nelson Rodrigues e a ouvir Roberto Carlos...


Raffinée, jarrinha de leite e bolo de cenoura com calda de chocolate.

* Café da Manhã
Roberto Carlos
Composição: Roberto Carlos / Erasmo Carlos

Amanhã de manhã
Vou pedir o café pra nós dois
Te fazer um carinho e depois
Te envolver em meus braços

E em meus abraços
Na desordem do quarto esperar
Lentamente você despertar
E te amar na manhã

Amanhã de manhã
Nossa chama outra vez tão acesa
E o café esfriando na mesa
Esquecemos de tudo

Sem me importar
Com o tempo correndo lá fora
Amanhã nosso amor não tem hora
Vou ficar por aqui

Pensando bem
Amanhã eu nem vou trabalhar
E além do mais
Temos tantas razões pra ficar

Amanhã de manhã
Eu não quero nenhum compromisso
Tanto tempo esperamos por isso
Desfrutemos de tudo

Quando mais tarde
Nos lembrarmos de abrir a cortina
Já é noite e o dia termina
Vou pedir o jantar

Raffinée, Bolo de laranja, geléia de amora, manteiga e croissant.

Uma boa dica de café da manhã para zona sul do Rio é o Raffinée.
Deliciosa Delicatessen que serve café da manhã com ótimo custo benefício.
O croissant é bem semelhante ao verdadeiro e concorre com igualdade ao do supermercado Zona Sul.
O café espresso é servido como manda o figurino (acompanha copinho de água com gás ), já o chocolate quente é cremosíssimo e os sanduíches maravilhosamente pecaminosos.
Não vou nem falar dos bolos de laranja e de cenoura, que fazem das minhas manhãs pura dúvida cruel.


Raffinée, sanduíche de cream cheese, chester defumado e geléia de amora.

Raffinée Delicatessen
Rua Paissandu, 73 Flamengo.
Rua Professor Ortiz Monteiro, 15 Laranjeiras.
Villa Europa Spa do vinho
Referências:
Houaiss, Antônio. Dicionário Houaiss da língua portuguesa
Wikipédia

19 de novembro de 2008

Dia da Multiplicidade de coisas diversas...




Todos estão felizes com o feriado de amanhã, mas quase ninguém sabe falar o motivo nobre que nos proporciona mais uns minutinhos de sono, mais revistas, mais televisão, café da manhã em casa, banhos demorados, cineminha, amigos, praia, casa da mamãe...

Amanhã, aliás hoje, porque já passa das doze badaladas, é o dia de comemoração da consciência negra! Um viva!! Não, dois, três... Ipie ipie Hurra!!! Risos...

Nos dias atuais é maravilhoso ver a desmistificação desse assunto. Não gostaria de me estender muito, nem levantar bandeira, tão pouco ser piegas...
Mas acho interessante chamar atenção para a mudança que se encaminha e com ela os possíveis acontecimentos benéficos.

Quero dedicar esse post ao dia de amanhã e a todas as pessoas que de alguma forma cooperaram para este patamar que estamos.
Sei que o lugar ainda não é o topo que Luther King menciona ter atingido, mas para se ter a visão das montanhas é preciso passar pelo início da subida. Então que se faça. Subamos!

Gostaria de dividir com vocês fragmentos de dois descursos escritos por Luther King; o primeiro foi escrito 24h antes de ser assassinado, que foi muito lembrado no dia da eleição de Obama, pela sua essência atual:

" Bem, eu não sei o que virá agora. Teremos dias difíceis pela frente. Mas isso não importa para mim agora porque eu subi ao topo da montanha".
(O sermão do topo da montanha).

E também...

"Eu tenho um sonho que um dia esta nação se erguerá e viverá o verdadeiro significado de seus princípios: 'Nós acreditamos que esta verdade seja evidente, que todos os homens são criados iguais.' ... Eu tenho um sonho que um dia minhas quatro crianças viverão em uma nação onde não serão julgadas pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter."
(Eu tenho um sonho).

Martin Luther King (1929/1968).

A batalha de Luther King foi pautada em paz, filosofia e não-violência. Nos deixou inúmeros textos, firmeza e coerência de atitudes, domínio de si.

Não posso deixar de falar do nosso presidente do mundo, como bem se refere a revista Veja. Mesmo que eu esteja preocupada em não prolongar o post!


Barack Hussein Obama...

Por ser um bravo, corajoso e determinado.
São pessoas assim que mais colocam tijolos na grande construção do planeta.

São pessoas assim que mudam a translação da terra, que conseguem fazer milhões de pessoas desejarem algo de bom em comum...

Uma pessoa de nome afro-árabe-queniano não vem a passeio mesmo.
Chega, chegando... Há 47 anos não poderia votar e nem sonhar em ser votado, e hoje é o presidente da república mais popular e querido do mundo.

São ícones como esses que nos inspiram, assim como tantas outras pessoas também importantes que poderiam ser mencionadas...

Nesse entusiasmo todo penso num almoço comemorativo para amanhã.


Risoto negro com camarões marinados em espumante





Ingredientes:

100g de arroz negro*
1 cebola média cortada em cubinhos bem pequeninos
1 dente de alho amassado
2 folhas de louro
caldo de camarão
8 a 10 camarões médios (sem casca)
200 ml espumante brut
40g de manteiga em cubos e congelada
azeite extra virgem, sal e pimenta do reino


Modo de preparo:

Deixe os camarões marinando no espumante com sal e pimenta por no mínimo 30 minutos. Você pode colocar um toque de endro ou tomilho!

Colocar a cebola com um fio de azeite na panela em fogo brando até que fique translúcida (murchinha), acrescer o alho, folha de louro, sal, pimenta e o arroz (não precisa lavar!).
Assim que os grãos começarem a querer grudar no fundo da panela coloque o líquido todo da marinada, o mais importante é mexer delicadamente essa preparação do início ao fim porque isso ajuda na cremosidade e cozimento uniforme de todos os grãos (não pode parar de mexer hora alguma).

Assim que o líquido secar, ir "regando" com o caldo de camarão lentamente e comedidamente. O processo é esse, até o grão atingir o ponto de cozimento. Você irá esperar secar os líquidos, e em seguida regar...
Quando o arroz estiver cozido (algo al dente) e ainda ligeiramente úmido do caldo, em fogo brando ainda, colocar a manteiga e os camarões mexendo agora veementemente. Após 3 minutos estará pronto. Boa sorte!!!

O mesmo espumante poderá acompanhar o prato, se preferir vinho branco.

O caldo de camarão se feito em casa fica surpreendentemente melhor e você poderá aproveitar as cascas.



Não se acanhe em mudar, transformar ou acrescer outros ingredientes nessa receita. Um bom exemplo são os aspargos frescos.




Arroz negro*: Curto e arredondado; coloração negra e textura macia; sabor e aroma acastanhados.




Em se tratando de comparações, possui 20% a mais de proteína, 30% a mais de fibra e menos gordura que o arroz integral. Além disso, é mais rico em compostos fenólicos, substâncias antioxidantes que atacam os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento precoce e doenças como o câncer. Isso sem contar a variedade de vitaminas que possui na película que o envolve.

O arroz negro também traz benefícios à circulação, pois participa da manutenção e integridade dos vasos e do fluxo sanguíneo; auxilia na formação do sangue, juntamente com o ferro; evita transtornos metabólicos, harmonizando as funções de órgãos internos; previne a hipertensão arterial, o diabetes e doenças de pele, além de beneficiar o funcionamento do coração e dos rins.
Sob a forma de papa, tem importante papel no inicio da alimentação infantil, convalescentes ou debilitados.

A história do grãozinho escuro remonta à China Antiga. Cultivado há mais de quatro mil anos pelos chineses, possuía fama de afrodisíaco, podendo apenas ser consumido pelo imperador. Por isso, acabou nomeado o “arroz proibido”.

O arroz negro era importado da Itália pelo Brasil; a boa notícia é que, hoje, o produto já vem sendo desenvolvido em terras brasileiras, depois de 15 anos de pesquisa. O cultivo é feito em Pindaminhangaba, interior de São Paulo, em parceria com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), órgão da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo.

18 de novembro de 2008

Ao Deus Baco, um brinde de Omar Káyyán!

Baco, segundo Caravaggio

Meu pai, Richard, certo dia desses me veio com uma conversa de herança. Na mão, portava um livro muito diferente, enigmático, difícil...
Falou-me que era de consulta espiritual e direção quase que cabalística de vida.

Muito discrente, simplesmente me incomodei em guardar.

Arrumando as gavetas hoje, avistei o legado livro. Ao despontar a primeira poesia, descobri o porquê das palavras de papai, descobri que essa herança não era só para mim, e sim, para todos que estão ao meu lado, para todos que possuem um olhar romântico sobre a existência, mais ainda, que esse lindo legado, não de meu pai, e sim de Kháyyán, é para todos que amam vinho e amam viver...

Começo o post de hoje com Omar Kháyyám* Rubáiyát* :

" Todos os
reinos por uma
taça de vinho precioso.

Todos os livros e toda
a ciência dos homens por
um perfume suave de vinho!

Todos os hinos de amor
pela canção
do vinho que corre!

Toda a glória de Feridoum
pelos reflexos do vinho
na urna! "

De Otávio Tarquínio de Souza, eleito o mais fiel e justo em suas traduções de Kháyyán.

* Omar Kháyyám: Matemático e astrônomo nasceu em Nichapur ( Pérsia, atual Irã) no ano de 1040, morreu em 1120. Kháyyán quer dizer em persa fabricante de tendas, Omar elegeu esse nome em homenagem ao seu pai por exercer a profissão de fabricante de tendas.


* Rubáiyát, título do livro, quer dizer o plural da palavra Rubai, que significa quadras, quartetos.

Baco; para os Gregos Dionísio...
Deus da uva, do vinho, da orgia e da alegria. Suas festas representavam o drama de sua morte e ressurreição. Foi tenazmente perseguido pela ciumenta Juno que, não tendo conseguido eliminá-lo nas entranhas maternas e no berço, fê-lo enlouquecer, de cujo mal foi curado por Cibele. Tornando-se adulto, foi um grande auxiliar do pai na guerra dos deuses contra os gigantes; no combate, o senhor do Olimpo, cheio de entusiasmo, o estimulava com a exclamação: " Evohé ! Baco evohé ! " ( Coragem Baco coragem ! ). Mais tarde, tendo ele encontrado, na ilha Naxos, a jovem Ariadne, filha de Minos, amargurada pelo abandono por parte de Teseu, consolou-a, desposou-a, e levou-a para o Olimpo, havendo dessa união um filho que se chamou Priapo.



Baco e Ariadne, por Agostino Carracci, séc. XVI.

Sinto que cada uva traz com ela uma alma condizente, fazendo com que cada garrafa seja também exclusiva. Sou feita de Malbec... (risos). Meu cerne se encanta, brilha quando a estrutura de um bom Malbec se faz em minha boca.

É uma relação simbiótica entre mim e o vinho, uma pausa para o prazer, um olhar interno de descobertas.

Todos vocês deveriam encontrar a uva que mais os incita. Abaixo segue uma pequena contribuição. Herança de Baco... Tim tim, um brinde!!

Uvas para vinhos tintos:


Cinsault - Cepa encontrada principalmente na região de Languedoc-Roussilon, na França. Ali é associada à grenache e à carignan, e produz bebidas leves e pouco aromáticas. Na região do Rhône, a mesma uva com melhores cuidados produz vinhos mais concentrados e aromáticos. No Líbano, é responsável pelo emblemático Château Musar.Países: França, Espanha, África do Sul e Líbano.


Dolcetto - Uva italiana que apesar do nome não é doce. Vinificadas resultam em rótulos suaves do Piemonte, próprio para o dia-a-dia, com alta acidez e que devem ser bebidos ainda jovens. Na região do Piemonte, melhor tratada, a uva é envelhecida em barris de carvalho e resulta em líquidos mais ricos e complexos.País: Itália, Arrentina e Austrália.


Gamay - É a uva usada na produção do Beaujolais, um vinho mais leve, produzido nesta região da Borgonha, para ser bebido bem jovem. Os rótulos mais conhecidos são de Beaujolais Noveau, que são lançados todo mês novembro. Mas há rótulos de maior qualidade, com capacidade de envelhecimento, os chamados Cru Beaujolais. Os aromas de morango, cereja e banana são característicos do vinho produzido com a uva gammay.País: França (Borgonha).


Grenache - Apesar de ser uma uva muito cultivada no mundo é pouco vista em rótulos de garrafas pois é usualmente misturada. É presença fundamental do renomado Châteauneuf-du-Pape e na maioria dos vinhos do Rhône. Países: França (Rhône), Espanha, Austrália, Itália e Estados Unidos.


Lambrusco - Uva tinta cultivada em toda a Itália, em especial na região da Emilia-Romana. Há mais de sessenta subvariedades conhecidas. Apesar de também produzir bons vinhos de denominação de origem, é mais conhecida no Brasil pelos vinhos frisantes, semi-doces e baixo teor alcoólico e que devem ser bebidos jovens.País: Itália.


Malbec - Originária de Bordeaux, onde é muito tânica, e usada somente misturada a outras cepas, esta uva se tornou emblemática na Argentina, onde é responsável pelos melhores vinhos tintos produzidos no país, de cor escura, denso e aromas florais. Começa a render alguns rótulos no Chile também.Países: França, Argentina e Chile.


Merlot - Similar à cabernet sauvignon, entretanto mais suave, tem sabor mais macio, menos tanino e aromas mais frutados. Tem uma maturação mais fácil e rápida que sua parceira cabernet. Pode desenvolver aromas de chocolate e frutas vermelhas maduras quando colhidas com a maturação correta. Base de grandes vinhos do Pomerol, como o famoso Château Petrus. Na Califórnia, nos Estados Unidos, também rendeu grandes exemplares. Também muito usado no Novo Mundo e plantada em várias partes do planeta onde se faz vinho.Países: França (Bordeaux), Norte da Itália, Estados Unidos, Chile, Austrália, Nova Zelândia, Argentina, Brasil.


Montepulciano - Variedade cultivada por toda Itália, com maior destaque na região central. Produz vinhos mais rústicos e é muito usada junto à sangiovese. Não deve ser confundida com a cidade da região da Toscana de mesmo nome, que produz o famoso Vino Nobil di Montepulciano, que aliás é feito a partir da uva sangiovese.País: Itália.


Mourvèdre - Uva típica do Sul da França, mas também muito cultivada na Espanha. É um pouco tânica e tem um toque animal. Geralmente é misturada a outras uvas, como shyrah, grenache e cinsault. Ajuda a dar cor e estrutura ao vinho. Bastante utilizada na Provence, na França, e na Rioja e Penedès, na Espanha.Países: França, Espanha e Austrália.


Nebbiolo - Nebbia em italiano significa névoa, uma característica do clima da região onde esta variedade é cultivada, nos montes de Alba e Monforte. Resulta no nome da uva que produz os melhores e mais valorizados tintos italianos: Barolo e o Barbaresco. São bebidas intensas, frutadas, bastante tânicas, de aromas complexos (florais, frutas e trufas) e com alta acidez, o que torna obrigatório o envelhecimento em barris de carvalho para aparar as arestas. Melhora com os anos e acompanhado de um prato de comida mais forte.País: Itália.



Nero d'Avola - Cepa típica da região de Sícilia, no Sul da Itália. Produz vinhos de qualidade, escuros, densos e com potencial de envelhecimento.País: Itália.


Periquita - Plantada no sul de Portugal, produz vinhos de boa estrutura, que envelhecem bem; é também a marca do popular tinto lusitano mais exportado para o Brasil.País: Portugal.


Petit verdot - Variedade típica da região de Bordeaux, na França. Possue sabor, cor e taninos ao corte bordalês.País: França (Bordeaux).


Pinot Noir - Uva típica da Borgonha, produz os vinhos mais admirados pelos enólogos e enófilos do mundo. Sua qualidade está ligada diretamente ao terroir onde está plantada. É uma uva de difícil de cultivar e vinificar e pode gerar tanto tintos inexpressivos como muito complexos. São vinhos de coloração clara para média com relativo baixo tanino e acidez. Os grandes pinot noirs têm aroma intenso, complexo e sensual, e evoluem muito bem na garrafa. Os exemplos mais clássicos são os renomados (e caros) vinhos de Romanée-Conti, Volnay, Clos de Vougeat e outros tantos da Borgonha. Menos feliz em outras regiões do mundo, tem apresentado algum sucesso no Chile com preços bem mais acessíveis. A pinot noir também faz parte da receita que compõem os vinhos da Champagne.Países: França (Borgonha, Champagne), Chile, Itália, África do Sul.


Pinotage - Uva criada da África do Sul, surgida em 1920, do cruzamento entre a pinot noir e a cinsaut realiazada pelo professor Perald. Pode resultar num vinho muito frutado (banana, frutas vermelhas) e capaz de envelhecer bem em barris de carvalho. Os exemplares mais simples lembram borracha queimada e são muito rústicos.País: África do Sul.


Sangiovese - Trata-se da variedade mais plantada na Itália, é a base dos grandes vinhos da Toscana - Chianti, Brunello di Montalcino e Vino Nobilo de Montpulciano. O nome significa o sangue de Júpiter. É uma cepa de amadurecimento tardio, bem ácida, tânica e frutada.Países: Itália, Estados Unidos e Argentina.


Syrah/Shiraz - Uva do Rhone, na França, que resulta vinhos de coloração intensa, bem encorpados e aromáticos e na boca evocam frutas vermelhas (amoras). Na Austrália, com o nome de Shiraz, dá exemplares tânicos, apimentado e de boa maturação. É responsável pelos grandes rótulos deste paísPaíses: França (Rhône), Austrália, África do Sul e Argentina.


Tannat - Uva do sudoeste da França, hoje é a variedade emblemática do Uruguai, altamente tânica e com perfume de amora e framboesa. Bons produtores têm domado o tannat no Uruguai e bons rótulos têm surgido no mercadoPaíses: Uurguai e França.


Tempranillo - A mais importante uva de qualidade da Espanha, cultivada nas regiões de Rioja e Ribeira del Duero. Usualmente misturada à garnacha e mazuelo. Dá um vinho colorido, com baixa acidez, pouco tânico e que envelhece bem no carvalho que lhe confere aromas de tabaco.Países: Espanha, Portugal e Argentina.


Touriga francesa - Mais leve que a touriga nacional, também é parte da receita do vinho do Porto. Usado ainda em tintos secos de mesa da região do Porto.País: PortugalTouriga Nacional - uva autócne superior, presente em vinhos portugueses; encorpado, de cor forte, sabor intenso e muito tânico é típico da região do Douro. Usada na receita do vinho do Porto, também é uma uva que produz varietais com muita tipicidade. Países: Portugal e Austrália.


Zinfandel - Produz tintos secos com muito colorido e frutado, com notas de pimenta e sabor que lembra groselha preta. Uva característica dos vinhos da Califórnia, apesar de ser originária do sul da Itália, onde tem o nome de primitivo.Países: Estados Unidos (Califórnia), Itália.

Uvas para vinho branco:

Alvarinho - Responsável pela produção na região do Minho, em Portugal. É uma uva que confere boa acidez, aroma e certa efervescência ao vinho.Países: Portugal e Espanha.


Chardonnay - Uva branca fácil de cultivar e vinificar. Está espalhada em todo o mundo. É usada na produção de clássicos de alta qualidade e reputação na Borgonha, como Chablis, Montrachet e Poully-Fussé, além de ser um importante ingrediente do campanhe. Por não ser uma uva aromática, a passagem pelo barril de carvalho lhe confere maior complexidade em algumas regiões, principalmente do Novo Mundo, onde mostra um toque amanteigado e tostado. Países: França (Borgonha), Estados Unidos (Califórnia), Austrália, Nova Zelândia, Chile, África do Sul, Argentina, Brasil.


Chenin Blanc - Variedade do Loire central, na França, de aroma floral, produz vinhos secos ou doces - neste caso, quando são atacadas pela podridão nobre, que lhes confere maior teor de açúcar. Países: França (Loire), EUA, África do Sul (conhecida como steen), Austrália e Nova Zelândia.


Clairette - Uva branca cultivada no sul da França. É uma das variedades autorizadas no vinho tinto Châteauneuf-du-pape e brancos Côtes-du-Rhône. Na Austrália é conhecida como blanquette.Países: França e Austrália.


Furmint - Os renomados grandes vinhos doces Tokay, da Hungria, são feitos desta variedade. Sua fina casca facilita a ação do fungo Botrytis cinerea, que aumenta o teor de açúcar à uva.Países: Hungria, Eslováquia, Croácia e Romênia.

Gewürztraminer - Em alemão significa "especiarias". Produz vinhos brancos ricos, de cor amarelo-ouro e aroma intenso (rosas, canela e gengibre). Encontrou seu melhor solo na região francesa da Alsácia, mas também é encontrada na Alemanha e outras regiões de clima frio.Países: França (Alsácia), Alemanha, Itália, Chile, África do Sul, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia.


Malvasia - Das mais antigas uvas brancas que se conhece (cerca de 2.000 anos). Apesar de produzir vinhos secos no sul da Itália, se notabilizou pelo vinho fortificado que produz em Portugal (Madeira)Países: Portugal, Itália e Espanha.


Muscadelle - Típica variedade de Bordeaux, na França, usada principalmente para vinhos doces produzidos em Barsac e Sauternes. Como é muito aromático, é usado em pequenas quantidades quando misturados a vinhos doces baseados das uvas sémillon e sauvignon blanc.País: França.


Muscat (Moscato e Moscatel) - Plantada no mundo todo é própria de vinhos doces perfumados. É a única uva vinífera que preserva os aromas de uva no vinho e talvez uma das espécies mais antigas ainda cultivadas. Usada para vinhos secos na Alsásia e para espumantes do tipo Asti Espumante e Moscato Bianco.Países: França (Alasácia), Portugal, Espanha e Itália.


Palomino - Principal uva do vinho fortificado do Sul da Espanha, xerez.Países: Espanha, Estados Unidos e AustráliaPedro.



Ximenez - Outra variedade do sul da Espanha utilizada nos vinhos fortificados xerez, como o Olorosso.País: Espanha.


Pinot Blanc - Esta uva produz vinhos leves, secos, frutados, para se beber jovem, principalmente aqueles produzidos na Itália. Original da Borgonha, na França sua base é a Alsácia.Países: França (Alsácia), Itália, Áustria e EUA.


Pinot Gris - Da família pinot noir, resulta em vinhos brancos leves, jovens e secos na Itália e mais ricos e perfumados, na região francesa da Alsácia. Países: França (Alsácia), Itália, Alemanha, Hungria e Nova Zelândia.


Prosecco - Encontrada na região de Vêneto, na Itália, é responsável pela produção de espumantes frescos, frutados, com pouco acidez e paladar. Não se trata, portanto, de uma região, como muita gente pensa, mas de uma uva, usada por este espumante que se difundiu por todo o mundo.Países: Itália, Brasil.

Riesling - Junto com a Chardonnay é considerada a melhor uva branca do mundo. Produz vinhos com acidez elevada e teor alcoólico baixo (8ºC). Os melhores riesling são encontrados na Alemanha e produz vinhos de grande qualidade que é metido pelo seu teor de açúcar. Aromas delicados e florais. Países: Alemanha, Áustria, Austrália, Nova Zelândia, França (Alsácia) e EUA.

Sauvignon Blanc - Tem acidez aguda, fresco, aspectos minerais e bastante frutados no Novo Mundo. Mantém a limpidez pois raramente fica impregnada de carvalho. Na França, alcança melhores resultados em rótulos da região do Loire. É misturada com Sémillon em Bordeaux. Também é parte da composição dos vinhos doces de Sauternes e Barsac. Na Nova Zelândia, encontrou o solo ideal para produção de vinhos que colocaram o país no mapa do mundo do vinho.Países: França (Loire, Bordeaux), Nova Zelândia, Chile, Áustria e África do Sul.

Sémillon - Tanto vinhos brancos secos de Bourdeaux como vinhos doces da região de Sauternes, na França, usam esta variedade (como o Château D'Yquem, 4/5 de sémillon e 1/5 de sauvignon blanc). Varia sua característica de acordo com a região que é cultivada: aromas cítricos e adocicado em Bordeaux e amanteigado e com grande potencial de envelhecimento na AustráliaPaíses: França (Bordeaux), Austrália Nova Zelândia, África do Sul, EUA.

Tocai - Variedade branca cultivada na região italiana de Friuli-Veneza, que produz vinhos encorpados e elegantes. Não há qualquer relação da uva Tocai com os renomados vinhos húngaros doces Tokay (produzidos com a cepa furmint).País: Itália.

Trebbiano - Produz vinhos brancos mais comuns e sem personalidade na Itália. É plantada extensivamente em todo o país. Usada no corte com outras uvas para a composição de vinhos. Com o nome de ugni blanc e saint-émilion é muito usada na produção de conhaque e armagnac, na França. Países: Itália, França, África do Sul e Austrália.

Viognier - Uva que produz vinhos brancos secos e com toques florais, bastante perfumado. De origem francesa, vem sendo redescoberta nos últimos anos. Produz vinhos muito ricos e refrescantes, para serem bebidos jovens. Países: França, Austrália, África do Sul e Argentina.

17 de novembro de 2008

sformatino di formajio al Pomodoro.




Hoje uma amiga me perguntou o que eu iría comer no jantar.
Fiquei pensando achando graça, respondi algo simples, que não demore muito, pois cozinhar só pra mim não tem muita emoção.
Ela, meio frustrada, falou: " Se eu fosse Chef, iria fazer, mesmo que só pra mim, algo bem gostoso... Algo italiano, cremoso, com queijos e molhos"!
Respondi apenas "interessante", me despedi e fui para casa correndo com medo da chuva que se aproximava.

Ao chegar em casa, olhei meu manjericão na janela. As gotinhas de início de chuva faziam quase que pequenas esmeraldas sobre a pele das folhas . Não resisti ao brilho da água e de súbito lembrei-me do comentário da amiga... Pensei na Itália. Precisamente Toscana.
O que eu faria se estivesse com uma taça de um bom Brunello di Montalcino*, tomates frescos e queijo pecorino toscano*?

Continuei a observar a chuva... Olhei para a garrafa de vinho, as velas, as taças... O rio de Janeiro explodia em trânsito parado, alagamento e estresse.
Por que não parar tudo e me dar ao prazer de um jantar em grande estilo para mim mesma em plena segunda feira embalado por Diana Krall e Brunello di Montalcino?

Eis que surge...

Sformatino di formajio al pomodoro, mama mia!!!!


Cremoso flan de queijo pecorino servido com molho de tomates quentes e as brilhantes folhinhas de manjericão.

Realmente é uma pena não ter um fotógrafo de plantão! Cozinhar é muito mais fácil que tornar fiel em foto o que foi degustar esse jantar.

Bem só tenho a desejar um ótimo jantar de segunda feira para todos vocês e deixar registrado como é bom nos dar aos prazeres terrenos. Nossa vida é sempre pautada em viver de trabalhar, estudar, ajudar ao próximo, chegar nas reuniões e afazeres em tempo recorde, fazer tudo em primeiro lugar para todos... E nós mesmos? Aprendi hoje que cozinhar só para mim é muito emocionate!

Como meu mestre e amigo íntimo, (risos) Nietzsche nos deixa em "Assim falou Zaratustra" é preciso se vencer 10 vezes durante o dia e é preciso também se dar ao prazer 10 vezes durante o dia.

Sformatino di formaijo al pomodoro

Ingredientes e modo de preparo:

Manteiga 30g, farinha de trigo 20g, leite integral 130ml, cebola cortada em cubinhos bem pequeninos 60g, sal, noz moscada e pimenta do reino moídas na hora, Queijo pecorino toscano 100g ralado, uma gema e um ovo intero.

Fazer um molho branco com a cebola, manteiga, farinha e o leite. Temperar com o sal , a pimenta e a noz moscada. Retirar do fogo acrescentar o queijo, a gema e o ovo. Colocar em forminha amantegada e assar em banho maria 160 graus pré-aquecido por 30 minutos. Olhar e espetar com um palitinho antes dos 30 minutos porque cada forno é um forno e marcar os graus certos pode ser algo complicado! Se o palito se soltar facilmente e não vir molhado de creme é poque está pronto. Servir com molho de tomates.

Molho de tomates

Retirar a casca e a semente de 5 tomates, colocar uma pitada de sal, pimenta do reino, 2 folhas de louro, 8 folhas de manjericão picadas, uma pitada de açúcar e azeite. Deixar em fogo brando por 20 minutos aproximadamente destampado.




*Brunello di Montalcino:

Desde o fim do século 19, a região de Montalcino produz um dos tintos mais famosos e caros do mundo. Tudo isso porque aquele pedaço de terra possui solo e clima únicos na Toscana, que dão à uva sangiovese características notadas apenas nos Brunellos. A sangiovese tradicional é cultivada há mais de mil anos na região. Já o Brunello moderno remonta a 1880 quando o produtor Clemente Santi começou a fazer experiências para isolar a uva das sangiovese convencionais.

Um Brunello di Montalcino deve envelhecer pelo menos dois anos em madeira e mais quatro meses na garrafa entes de distribuído. A madeira utilizada pelos produtores tradicionais vem da Eslovênia, os produtores mais novos usam carvalho da França. O vinho só pode ser vendido com um mínimo de 12,5% de álcool. A sucessão familiar chega aos dias de hoje com Franco Biondi-Santi, que expandiu a propriedade nomeando-a "IL Greppo" e o primeiro a promover degustações verticais para mostrar a grande longevidade desses vinhos. Além da Biondi-Conti, outros produtores elaboram o Brunello di Montalcino, entre os quais Altesino, Casanova dei Neri, Cerbaiona Di Molinari, Conti Constanti, Fattoria dei Barbi, Ferro di Buroni Carlo La Fortuna, Il Poggione, Poggio Antico e La Serena.


* Queijo pecorino toscano:

Da região da Toscana, trata-se de um queijo duro produzido com leite cru de ovelha, tem forma cilíndrica e pesa de 1 kg a 3 kg. A casca varia do palha até o castanho, podendo chegar ao preto (pecorino toscano crosta nero). Entre os pecorinos é o menor e o que tem maturação mais rápida. Quando jovem, o pecorino toscano é frutado, aromático, com textura flexível e sabor de nozes e caramelo.







16 de novembro de 2008

O poder da calda...




Você já parou para pensar nas caldas? Se sua resposta foi não, imagina agora como sería nossa infância com maçã do amor sem a peculiar calda docíssima e rubi!



Sabe aquele bolo gostoso de chocolate, damasco, morango, laranja, cenoura...? Todos possuem calda! Mas a calda possue um papel ingrato, porque muitas vezes não aparece. Densa ou não calda não é só o que vem por cima, mas o que deixa molhadinho, deixa mais macio, faz derreter no tocar da boca.





Para mim calda envolve desejo; imagina um bombom com 85% de cacau suíço desvaindo se em prazer de cereja ou morango?
Vinícius de Moraes em “Como é duro trabalhar”* pensou na morena amada com os olhos embebidos de calda.

"E vou cantando,
Tiro moda Faço roda no arraial
Busco a morena de olho em calda
Cheiro de canavial"

Tente você umedecer o comum bolo nosso de cada dia com algo surpreendente e diferente. Calda doce de pimenta rosa com alecrim, calda de tomilho e manjericão, calda de flores e ervas, calda de vinho, calda de frutas vermelhas...



Sorvete de creme com caldas de frutas vermelhas.





Como exemplo posso citar minha caldinha de especiarias, que umedece o bolo negro de cacau recheado de doce de leite caseiro e selado com calda de maracujá. Nesse caso vejo um harmonioso equilíbrio de sabores. O amargo do cacau, o doce de leite e o ácido do maracujá com os aromas das especiarias inserem o conjunto num único anseio, quero mais...!
Calda tem que despertar o degustador e logo remetê-lo a algum lugar, alguma lembrança, um sabor antigo, uma viagem...



Bolo negro recheado de doce de leite, umedecido na calda de especiarias e selado com calda de maracujá. .




Calda de especiarias
Para cada 2 porções de água uma de açúcar. 1l de água e 500g de açúcar.
Pimenta rosa, anis estrelado, pimenta do reino em grão, folha de louro, maçã verde, semente de coentro e semente de mostarda.
50ml de rum.
Cozinhar em fogo brando por uns 20 min ou o ponto desejado.



Essa calda realmente é surpreendente, tente fazê-la, ao bater um bolo você pode substituir a parte líquida por esta calda, colocar um pouco também em drinks fica bem diferente, ou em massas de pães e biscoitos. Boa sorte!


* Como É Duro Trabalhar
Composição: Vinicius de Moraes / Toquinho

Fui caminhando, caminhando
À procura de um lugar
Com uma palhoça, uma morena
E um cantinho pra plantar

Achei a terra, vi a casa
Só faltava capinar
Mas sem o colo da morena
Quem sou eu pra me abusar

E lá vou eu
Paro aqui, paro acolá
E lá vou eu
Como é duro trabalhar

E vou cantando, tiro moda
Faço roda no arraial
Busco a morena de olho em calda
Cheiro de canavial

E bico essa, bico aquela
Vou bicando sem parar
Mas não tem mais moça donzela
Que mereça eu me abusar

14 de novembro de 2008

Cálidas endorfinas.

Foto tirada do jardim de Gabriel Melsert.


A pungência das pimentas ou simplesmente ardor, é o que nos remete a um estado de fulgurância e súbita, deliciosa e cálida emitância luminosa...
Ai, ai ai!, malagueta, cumari, de cheiro, biquinho, preta, branca, jamaicana, chile, calabresa, habanero, caiena, jalapeno, dedo de moça, síria, do reino...!!! Cada uma com suas peculiaridades, cores e sabores diferentes, porém em todas há capsaicina que é o ardor previamente citado. Possue ainda grande valor nutricional por conter cálcio, ferro, caroteno, tiamina, niacina, riboflavina e fibras.

A capsaicina é comprovada medicinalmente como cicatrizante, antioxidante e anticoagulante.

Além disso, influencia a liberação de endorfinas, causando uma sensação de bem-estar muito agradável e ainda elevação do humor. Por essa ninguém imaginava, pimentas para bom humor e combate à depressão!
As endorfinas são verdadeiras morfinas internas, analgésicos naturais extremamente potentes que o nosso cérebro fabrica por estímulo da língua quando tocada pelo ardor das pimentas. E quanto mais endorfina, menos dor e menos enxaqueca. E tem mais: A capsaicina melhora a digestão, estimulando as secreções do estômago. Possuem efeito antiflatulência. Estimulam a circulação no estômago, favorecendo a cicatrização de feridas (úlceras), desde que, é claro, outras medidas alimentares e de estilo de vida sejam aplicadas conjuntamente. A pimenta possui até propriedades anticâncer. Segundo Dr. Alexandre Feldman.

Em conserva, seca, in natura ou moída - uso de todas as maneiras e as indico sempre. É o meu segredinho de chef! Quando menos alguém possa perceber, eis que lá estão... Em todas as minhas preparações, não resisto, minha comida é quente, (risos) um quente mais para “caliente”, muitas vezes sem mesmo arder, apenas uma presença de toque.

Chefs de plantão, vamos ousar mais com essas preciosas e poderosas especiarias, tentar algo diferente...
Um toque de pimenta nos sucos, nas tortas doces, nos pães, no brigadeiro de domingo, nas coisas menos prováveis porque essas surpresas irão fazer de você um grande Chef.




* Cuidado com os exageros, até mesmo água em demasia faz mal.
Maiores explicações, pedidos de sugestões e receitas favor me enviar email.



Dedico esse texto a uma mulher maravilhosa, que muito me ensinou e tenho a agradecer Paula franca, Essa quase jornalista e atual proprietária do Bistrot Mel e Pimenta, em Ipanema, estagiou com Roland Villard e fez nada menos que Escola Cordon Bleu londrina.

Referências:
Daniella Fialho
Gilberto de Andrade Fraife Filho
OLIVEIRA, Alexandre Borges et alli. Capsicum: pimentas e pimentões no Brasil. EMBRAPA.
SILVA , Ernani Clarete da; SOUZA, Rovilson José de . Cultivo de pimenta. Wikipédia, a enciclopédia livre.

Mel & Pimenta Bistrô
Rua Visconde de Pirajá ,44 - loja B Ipanema(21) 2227-1477

www.melepimenta.com.br















Quem sou eu

Minha foto
Apaixonada por artes, vinhos, temperos e sabores. Formada em gastronomia pela Universidade Estácio de Sá e Alain Ducasse Formation. Início de carreira Passando pelas Confeitarias Colombo e Kholer, e estágio com Gerci Trevenzolli. Trabalhou como Chef de cozinha do Vieira Souto 500, Café d'France, Restaurante Zéfiro, Marias e Amélias Buffet, Sernambetiba Bistrot, e Restaurante Fiammetta - Rio Design Barra.