Canção de feriado
(...) Onde?
Aonde levar essas crianças?
Na casa do sapo ou na cama do grilo;
e chamar Dona Coruja para elogiar todos seus diletos filhos.
Pois mais vale um gosto
que dez mil réis em cada um dos bolsos.
Onde? Aonde levar essas crianças?
Corre atrás da delegada!
Não está.
E o magistrado?
Procura-se uma resposta.
As crianças que nem gado,
à beira da vida, semimortas,
perambulam aí às moscas.
E a vida vai-se passando
feito uma das poesias de Florbela Espanca;
sem as aventuras de Robinson Crusoé;
sem ao menos sonhar na Ilha do Tesouro.
Quem dirá viver a magia
no País das Maravilhas.
Nem Lobato, nem Esopo.
Marcello Ricardo Almeida
E falando de maravilhas!!!
País das maravilhas...
Ai ai Alice...

A menina sonhadora
E pouco desavergonhada,
Desfez-se da realidade
E foi para uma terra encantada.
Senhora do seu nariz,
De seu nome Alice,
Escapou por um triz
A um universo de doidice.
Pois o seu mundo era de doidos
Mas até fazia sentido
Porque os doidos lá eram sãos
E o coelho andava vestido.
Um mundo impossível
Cheio de possibilidades,
Muito pouco plausível
Feito de mil realidades.
WISCAT (Catarina F. Pereira)
Alice's Adventures in Wonderland, frequentemente abreviado para "Alice in Wonderland" é a obra mais conhecida do professor de matemática inglês Charles Lutwidge Dodgson, sob o pseudónimo de Lewis Carroll, que a publicou a 4 de julho de 1865, e uma das mais célebres do gênero literário nonsense ou do surrealismo, sendo considerada a obra clássica da literatura inglesa.

O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai numa toca de coelho que a transporta para um lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas, revelando uma lógica do absurdo característica dos sonhos.

Alice in Wonderland, (filme mudo) Reino Unido de 1903.


Alice no País das Maravilhas, Disney de 1951.

Alice in Wonderland, Tim Burton, 2010.


As três versões...

O Chá dos Loucos
A Mad Tea Party.
Alice é convidada para uma festa, ou melhor, um verdadeiro chá louco, onde estão presentes o Chapeleiro Louco, a Lebre de Março e o Arganaz que permanece adormecido durante uma grande parte do capítulo.
Todos eles desafiam Alice com enigmas lógicos, porém estes revelam uma incoerência nas suas declarações.

O Chapeleiro Louco revela que está perpetuamente destinado a beber chá porque o Tempo puniu-o em vingança, parando o tempo às 6 da tarde, a hora do chá.
Com chá quente, leite, petit fours, tortinhas doces de frutas, bolo...
Delícia! Castigo bom, rs. Imagino eu, criança, crumpindo árduo castigo numa linda mesa posta de chá da tarde!
A dica dessa tarde é o filme do conhecido Tim e uma boa companhia para um chá...
Earl grey é o chá mais consumido no Reino Unido, onde foi realizado o primeiro filme baseado na história de Charles Lutwidge.
Foi dirigido por Cecil Hepworth e estrelando May Clark no papel de Alice.
Chá de laranja fresquinho com folhas de hortelã, de preferência geladinho, afinal estamos no Brasil!
Com acompanhamento de muffins de Earl grey.
Ingredientes: (para 12 unidades)
Sumo de uma laranja
1/2 xícara de leite
3/4 xícara (chá) de óleo
3 ovos grandes
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 sachê de chá Earl Grey (Twinnings) 50gramas de gotas de chocolate amargo
1.1/2 xícara (chá) de açúcar mascavo
2 colheres (chá) de fermento em pó
12 forminhas de papel para muffins
pitada de sal, raspinha de laranja e canela em pó à gosto.
Preparo:
Bata o sumo da laranja, leite, óleo e os ovos no processador, até ficar homogêneo. Reserve.
Junte os outros ingredientes; farinha, o chá, açúcar e o fermento. Despeje esta mistura de secos na de líquidos e agregue com o auxílio de um fouet (batedor manual), até obter uma mistura homogênea.
Coloque a massa nas forminhas, deixando um dedo abaixo do limite da forminha. Leve para assar por cerca de 40 minutos ou até espetar um palito e este sair seco. 170 graus.
Fazer uma caldinha de laranja para adorno.
Boa sorte!!!

Nenhum comentário:
Postar um comentário