Para apreciadores da sétima arte essa próxima sexta feira foi de grande espera.
O mundo Imaginário do Doutor Parnassus, fará sua estréia.

Mais que desejado esse filme vem como acalento, se for possível, pela perda abrupta de Heath Ledger... Sempre luzidio, envolvente e talentoso; levou e fez pequenas produções serem grandes filmes para posteridade.
Incessantemente elogiado a cada cena da sua interpretação de Coringa em Batman - O Cavaleiro das Trevas.


O ator morreu em Nova York, deixando órfã sua pequena filha Matilda e sem rumo o amigo Terrence Vance Gilliam, diretor de O mundo Imaginário do Doutor Parnassus.

Terrence, encontrou saída com os amigos Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrel, que deram um passo à frente e se ofereceram para terminar o papel que o australiano interpretava.
E quer saber? Se o filme fosse pensado inicialmente dessa forma, não ficaria tão interessante.
As cenas em que os três atores aparecem, se passa dentro do mundo imaginário do Dr. Parnassus, lugar onde todos podem ser quem realmente são ou sonham ser. E por isso, a mudança de atores, que muita gente pode até estranhar no início, vem a calhar.
Terrence é considerado da classe dos parnasianos, mesmo diante da modernidade. E, diga-se de passagem, parnasiano louco... completamente louco!!!

Seu novo filme retrata justamente isso.

De dentro de sua mente levemente enlouquecida, Rs... Desvairada, saem águas vivas gigantes, balões de ar em formatos de cabeça flutuando por mundos coloridos, bocas que são "chupadas" nos rostos das pessoas, cobras que aparecem do contorno de rios e escadas sem fim.
Não há dúvida que Parnassus é o meio termo das loucuras imaginárias de Terrence com o que há de melhor da computação gráfica.
Em suas viagens entre o mundo imaginário e o real, o filme ainda consegue criticar as pessoas que estão sempre atrasadas a ponto de deixar de sonhar e principalmente ao capitalismo.
Ao falar sobre loucura, lembro logo de Drummond em:
Soneto da loucura
A minha casa pobre é rica de quimera
e se vou sem destino a trovejar espantos,
meu nome há de romper as mais nevoentas eras
tal qual Pentapolim, o rei dos Garamantas.
Rola em minha cabeça o tropel de batalhas
jamais vistas no chão ou no mar ou no inferno.
Se da escura cozinha escapa o cheiro de alho,
o que nele recolho é o olor da glória eterna.
Donzelas a salvar, há milhares na Terra
e eu parto em meu rocim, corisco, espada, grito,
o torto endireitando, herói de seda e ferro,
e não durmo, abrasado, e janto apenas nuvens,
na férvida obsessão de que enfim a bendita
Idade de Ouro e Sol baixe lá nas alturas.
DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. 100 poemas. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2002. p.358.

Talvez a obra de Terrence não agrade a todos. E acredito ainda que jamais conseguira atingir tal feito. Sua mente funciona em uma freqüência diferente. Seus sonhos são mais coloridos e devaneios mais sinistros!
Terrence além de trazer um passado azarado tem reputação de estourar orçamentos e má bilheteria em Irmãos Grimm e Contraponto.
A situação chegou a tal ponto que, em 2006, ele posou de brincadeira com um cartaz que dizia: "Cineasta sem estúdio tem família para sustentar. Dirijo em troca de comida".

Pensando nisso fica a minha proposta:
Em troca de um belo prato de comida;
Terrence, você faria um filme para mim?
Hahahahaha... O filme certamente não, mas eu faria comida sim para Terrence.
Costela assada em baixa temperatura ao Cabernet Sauvignon e mil folhas de batatas.

Aqui vai a receita do molho onde as costelas serão submersas e adormecidas por 24 horas.
Esse molho é delicioso!!!
(Marinada) molho Cabernet Sauvignon
Insumos:
Vinho Cabernet Sauvignon 1l (para 1,5kg ou 16 unidades de costela)
Cebola 2 unidades grandes em cubos
Cenoura 1 unidade grande em cubos
Aipo um ramo em cubos
Alho poró 1 unidade em cubos
Alho 6 unidades (dentes inteiros)
Folha de louro 6 unidades
Pimenta do reino 15 grãos
Grão de coentro 10 unidades
Tomilho, alecrim e cebolinha meio ramo de cada
Sal grosso à gosto
Modo de preparo:
Colocar todos os insumos em um recipiente e deixar marinar por 24h. Levar a preparação em seguida ao forno com papel de alumínio, 60 graus, em tempo suficiente para que as costelas fiquem macias. Retirar do forno, deixar o caldo que sobrou reduzir um pouco numa frigideira grande e glacear as costelas antes de servir.
Boa sorte!!!






















